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  • Bruno Figueiredo

A Disbiose tem um novo nome - SIBO



SIBO é acrónimo para Small Intestinal Bacterial Overgrowth, ou seja, é uma condição marcada pela concentração excessiva de bactérias no intestino delgado. Este aumento ou alteração do tipo de bactérias, nomeadamente espécies gram-negativas no intestino delgado, torna-se prejudicial para a saúde gastrointestinal e sistémica.


As manifestações clinicas mais comuns do SIBO são obstipação ou diarreia, inchaço,

dor e distensão abdominal. Estes sintomas resultam da fermentação dos hidratos de carbono de cadeia curta e frequentemente indistinguíveis dos sintomas digestivos do Síndrome do Cólon Irritável ou outros distúrbios intestinais, tornando por vezes o tratamento destas patologias inadequado e ineficaz. Adicionalmente mal nutrição e carências nutricionais (B12, D, A, E, ferro, cálcio) apenas confirmam que o SIBO é uma síndrome com um largo espetro clinico, que pode surgir em diversos contextos diferentes. O SIBO pode mascarar ou agravar o histórico de algumas doenças (Doença celíaca, Síndrome do Colon Irritável), pode ser mais comum em algumas desordens extra-intestinais (obesidade, esclerodermia) ou pode ainda representar uma ligação patogénica com doenças onde a alteração na microbiota intestinal é predominante.2 As complexas interações entre o microbioma intestinal e os outros sistemas do corpo, tornam condições disbióticas como o SIBO, cada vez mais relevantes.


Recomendações terapêuticas:

· Testes de Diagnóstico Rápido - Inespecíficos:



Teste Ferro FER Autoteste para a deteção dos níveis de ferritina, com uma amostra de sangue usada como auxílio no diagnóstico de anemia por deficiência de ferro.

A anemia por deficiência de ferro, marcada por níveis baixos de ferritina, pode resultar de uma combinação de perda de sangue oculto ou por um desequilíbrio na absorção / homeostase de ferro, devido ao aumento dos níveis de hepcidina sistémica, na presença de uma inflamação contínua.3



Teste Intestino SOF Autoteste para a deteção de sangue oculto nas fezes – SOF. O uso de anticorpos monoclonais específicos permite detetar a presença de sangue numa amostra de fezes, a fim de verificar a existência de lesões gastrointestinais.

A presença de sangue oculto nas fezes pode acontecer de forma secundária, por consequência de inflamação intestinal ou por origem infeciosa, causada por exemplo pela bactéria Escherichia coli, ambos presentes no SIBO.4


Teste Proteína C-Reativa Autoteste para a determinação dos níveis de Proteína C-Reativa no sangue, para detetar a presença de infeções virais ou bacterianas e distúrbios inflamatórios.

A rápida reação do organismo a processos inflamatórios pode ser avaliada através da análise a alterações sorológicas. A proteína C-reativa (PCR) é um dos marcadores mais comummente avaliados no espetro das Doenças Inflamatórias Intestinais.5



Teste Doença Celíaca Autoteste para a deteção de anticorpos específicos contra PGD (péptidos de gliadina deaminada), IgA e IgG no sangue, a fim de verificar a presença de uma possível intolerância ao glúten.

A doença celíaca é uma enteropatia autoimune associada ao SIBO, nomeadamente em pacientes não responsivos ao tratamento, o supercrescimento bacteriano do intestino delgado foi a causa da falta de resposta ao tratamento.6



Hawa®sibo

Alternativa natural ao uso de antibióticos, graças à sinergia dos seus princípios ativos. O formato em kit contém um boião com L-glutamina em pó e um boião de cápsulas com plantas medicinais de ação complementar e elevada atividade antibacteriana, anti-inflamatória, antioxidante, imunomodeladora e carminativa. A interligação de todos os constituintes da fórmula do Hawa SIBO, permite uma abordagem terapêutica abrangente, focada na origem do quadro sintomatológico, na remissão de sintomas e na normalização da motilidade intestinal, contribuindo para reduzir o crescimento bacteriano excessivo, eliminar as bactérias patogénicas, reparar os danos na parede intestinal causada pela permeabilidade intestinal, e diminuir o quadro de dor e inflamação.


Ingredientes:

· L-glutamina A toma oral de glutamina demonstrou restaurar a normal permeabilidade intestinal e reduzir a ocorrência de translocação de toxinas e bactérias. Para além de ser uma importante fonte de energia necessária para a rápida divisão das células epiteliais do trato gastrointestinal, desempenha um papel chave na manutenção da integridade da mucosa intestinal, modulação da resposta inflamatória, biossíntese de nucleótidos, microbiota intestinal e imunidade.7,8


· Bérberis (Berberis vulgaris) (ext. estandardizado a 97% cloridrato de berberina)

O uso tradicional de plantas que contenham berberina na sua composição é comum no tratamento de desordens inflamatórias, digestivas e microbianas. A berberina para além de eliminar, inibe o crescimento e diminui a aderência de bactérias como a E. coli, microrganismo predominante no SIBO e protege contra as enterotoxinas produzidas pelas bactérias invasoras.9,10


· Erva Cidreira (Melissa officinalis)

Tem uma importante atividade antiespasmódica nos músculos lisos do intestino. Eficaz no tratamento de patologias inflamatórias e no controlo da dor, com mecanismos fisiológicos já parcialmente desvendados.11


· Pau D’arco (Tabebuia avellanedae)

É considerado eficaz nos transtornos da microbiota intestinal, pela sua capacidade de inibição seletiva, pois inibe o crescimento de bactérias prejudiciais como Clostridia, Eubacteria e E. coli associadas a doença gastrointestinal, sem prejudicar o crescimento de bactérias benéficas como Bifidobacterium bifidum, Lactobacillus acidophilus e Lactobacillus casei.12


· Estragão (Artemisia dracunculus)

Recentemente a maioria dos estudos sugere que doentes diabéticos têm uma maior incidência de desenvolver SIBO, associado a um risco aumentado de complicações e gravidade. O Estragão é uma planta com reconhecida atividade antibacteriana, antifúngica e anti-inflamatória, que exibe ainda a capacidade de diminuir a resistência à insulina e melhorar a função celular das células beta.13,14


· Orégão (Origanum vulgare) e Funcho (Foeniculum vulgare)

A presença de óleos essenciais microencapsulados aumenta o potencial terapêutico da fórmula do Hawa sibo. O óleo essencial de Oregão possui um longo histórico de utilização terapêutica nos intestinos, atribuído aos seus efeitos antimicrobianos e anti-inflamatórios, nomeadamente na inibição do crescimento e viabilidade sobre as cepas de Escherichia coli e Staphylococcus aureus, bactérias envolvidas em toxinfeções alimentares.15,16

O Funcho (Foeniculum vulgare) é uma planta carminativa e antiespasmódica que inibe a fermentação intestinal. É utilizada atualmente como remédio sintomático nas alterações digestivas como meteorismo abdominal, flatulência e síndrome do cólon irritável.17


2M Pharma

Referências Científicas:


1. Shah, A., Morrison, M., Burger, D., Martin, N., Rich, J., Jones, M., Koloski, N., Walker, M. M., Talley, N. J., & Holtmann, G. J. (2019). Systematic review with meta-analysis: the prevalence of small intestinal bacterial overgrowth in inflammatory bowel disease. Alimentary pharmacology & therapeutics, 49(6), 624–635. https://doi.org/10.1111/apt.15133


2. Losurdo, G., Salvatore D’Abramo, F., Indellicati, G., Lillo, C., Ierardi, E., & Di Leo, A. (2020). The Influence of Small Intestinal Bacterial Overgrowth in Digestive and Extra-Intestinal Disorders. International Journal of Molecular Sciences, 21(10), 3531. doi:10.3390/ijms21103531


3. Yilmaz, B., & Li, H. (2018). Gut Microbiota and Iron: The Crucial Actors in Health and Disease. Pharmaceuticals (Basel, Switzerland), 11(4), 98. doi.org/10.3390/ph11040098


4. Kaur K, Adamski JJ. Fecal Occult Blood Test. [Updated 2020 Aug 16]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2020 Jan.


5. BERTGES, Erika Ruback, & CHEBLI, Júlio Maria Fonseca. (2020). Prevalence and Factors Associated with Small Intestinal Bacterial Overgrowth in Patients with Crohn’s Disease: A Retrospective Study at a Referral Center. Arquivos de Gastroenterologia, 57(3), 283-288. Epub October 02, 2020. doi.org/10.1590/s0004-2803.202000000-64


6. Richard P. G. Charlesworth & Gal Winter (2020) Small intestinal bacterial overgrowth and Celiac disease – coincidence or causation? Expert Review of Gastroenterology & Hepatology, 14:5, 305-306, doi: 10.1080/17474124.2020.1757428


7. Perna, S., Alalwan, T. A., Alaali, Z., Alnashaba, T., Gasparri, C., Infantino, V., … Rondanelli, M. (2019). The Role of Glutamine in the Complex Interaction between Gut Microbiota and Health: A Narrative Review. International Journal of Molecular Sciences, 20(20), 5232. doi:10.3390/ijms20205232.


8. Zhou, Q., Verne, M., Fields, J., Lefante, J., Basra, S., Salameh, H., Verne, G. (2018). Randomised placebo-controlled trial of dietary glutamine supplements for postinfectious irritable bowel syndrome. Gut. 68. 10.1136/gutjnl-2017-315136.


9. Neag, M. A., Mocan, A., Echeverría, J., Pop, R. M., Bocsan, C. I., Crişan, G., & Buzoianu, A. D. (2018). Berberine: Botanical Occurrence, Traditional Uses, Extraction Methods, and Relevance in Cardiovascular, Metabolic, Hepatic, and Renal Disorders. Frontiers in Pharmacology, 9. doi:10.3389/fphar.2018.00557


10. Chen, C., Yu, Z., Li, Y., Fichna, J., & Storr, M. (2014). Effects of Berberine in the Gastrointestinal Tract — A Review of Actions and Therapeutic Implications. The American Journal of Chinese Medicine, 42(05), 1053–1070. doi:10.1142/s0192415x14500669


11. Shakeri, A., Sahebkar, A., & Javadi, B. (2016). Melissa officinalis L. – A review of its traditional uses, phytochemistry and pharmacology. Journal of Ethnopharmacology, 188, 204–228. doi:10.1016/j.jep.2016.05.010.


12. Park, B.-S., Kim, J.-R., Lee, S.-E., Kim, K. S.,Takeoka, G. R., Ahn, Y.-J., & Kim, J.-H. (2005). Selective Growth-Inhibiting Effects of Compounds Identified in Tabebuia impetigino saInner Bark on Human Intestinal Bacteria.Journal of Agricultural and Food Chemistry, 53(4), 1152–1157. doi:10.1021/jf0486038


13. Obolskiy, D., Pischel, I., Feistel, B., Glotov, N., & Heinrich, M. (2011). Artemisia dracunculus L. (Tarragon): A Critical Review of Its Traditional Use, Chemical Composition, Pharmacology, and Safety. Journal of Agricultural and Food Chemistry, 59(21), 11367–11384. doi:10.1021/jf202277w


14. Neag, M. A., Mocan, A., Echeverría, J., Pop, R. M., Bocsan, C. I., Crişan, G., & Buzoianu, A. D. (2018). Berberine: Botanical Occurrence, Traditional Uses, Extraction Methods, and Relevance in Cardiovascular, Metabolic, Hepatic, and Renal Disorders. Frontiers in Pharmacology, 9. doi:10.3389/fphar.2018.00557


15. Takeaways from the 2017 Integrative SIBO Conference Practice update from the speakers, Natural Medicine Journal, June 2017 Vol. 9 Issue 6


16. Araujo, M. M. de, & Longo, P. L. (2016). Teste da ação antibacteriana in vitro de óleo essencial comercial de Origanum vulgare (orégano) diante das cepas de Escherichia coli e Staphylococcus aureus. Arquivos Do Instituto Biológico, 83(0). doi:10.1590/1808-1657000702014


17. Savino, F., Cresi, F., Castagno, E., Silvestro, L., & Oggero, R. (2005). A randomized double-blind placebo-controlled trial of a standardized extract of Matricariae recutita,Foeniculum vulgare and Melissa officinalis (ColiMil®) in the treatment of breastfed colicky infants. Phytotherapy Research, 19(4), 335–340.

doi:10.1002/ptr.1668

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